10 RAZÕES
PARA RECRIAR A
RESERVA
ORNITOLÓGICA DE MINDELO

criando
um efectivo estatuto legal de protecção
1.
A existência de um património natural valioso e único na região,
constituído por um mosaico de praias e dunas embrionárias e interiores, manchas
florestais, zonas húmidas e campos agrícolas, refúgio de uma elevada
diversidade de plantas e animais, em especial aves migratórias (153 espécies
observadas) e anfíbios (14 das 17 espécies existentes em Portugal);
2.
O potencial para
desenvolvimento de acções de educação
e formação ambiental, dinamizadas em centros de educação ambiental e de
demonstração de tecnologias alternativas, um parque dunar e uma quinta
pedagógica, recursos essenciais às escolas;
3.
O recurso para
actividades de lazer e ar livre, em contacto com a natureza, essenciais
à qualidade de vida das populações – circuitos de manutenção, parques de
merendas, trilhos, observatórios ornitológicos, actividades culturais e
artísticas;
4.
O património
cultural e histórico, associado à paisagem dunar e florestal (fieiros) e a
actividades tradicionais (campos-masseira e azenha), para além de ter sido a
primeira área em Portugal merecedora de um estatuto de protecção e palco
durante longos anos de intensas anilhagens com fins científicos praticadas por
artes características, sendo assim possível criar um eco-museu;
5.
A possibilidade de
revitalizar o turismo, apostando em fórmulas modernas e de qualidade,
como o eco-turismo e o turismo rural, recuperando a atractividade da faixa
costeira de Vila do Conde;
6.
A necessidade de criar
empregos e ocupações ligados a actividades sustentáveis, como a
recuperação ambiental, viveiros de plantas autóctones, sensibilização
ambiental, etc.;
7.
A importância como
“campo de trabalho” para actividades científicas de investigação;
8.
O apoio popular
actualmente existente, manifestado em 7.000 assinaturas de um abaixo-assinado e revelado por inquéritos, para
além do empenho das autarquias locais, principais ONG de Ambiente em Portugal,
forças partidárias de todos os quadrantes políticos e entidades privadas;
9.
A possibilidade de
recorrer a fundos comunitários, potenciando os recursos financeiros
actualmente existentes, majorando subsídios para medidas como o saneamento e
actividades agrícolas;
10. A afirmação de Vila do Conde através de um elemento valorizador e diferenciador, criador de uma notoriedade positiva - não existe nenhuma área protegida em toda a área metropolitana do Porto.