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28 e 29 de Janeiro de 2006 – Resende

Fim-de-semana
em Resende, com dormida em Turismo Rural
28:
Percurso pedestre em Resende – S. Cipriano – Dificuldade: Média/Elevada
(distância: 10 Km)
29:
Passeio em Mini-Bus pela Serra de Montemuro
Visita
à “Ilustre Casa de Ramires”
Percurso
Queirosiano: Casa da Torre da Lagariça, Mosteiro de Cárquere, Penedo de S.
João, Feirão e Lagoa de D. João
Inspiração
Queirosiana
“A sala de jantar da Torre, que abria por
três portas envidraçadas para uma funda varanda alpendrada, conservava, do
tempo do avô Damião … dois formosos panos de Arrás representando a «Expedição
dos Argonautas». Louças da Índia e Japão, desirmanadas e preciosas, recheavam
um imenso armário de mogno. E sobre o mármore dos aparadores rebrilhavam os
restos, ainda ricos, das pratas famosas dos Ramires que o Bento constantemente
areava e polia com amor… almoçava e jantava na varanda luminosa e fresca, bem
esteirada, revestida até meio muro por finos azulejos do séc. XVIII, e
oferecendo a um canto, para as preguiças do charuto, um profundo canapé de
palhinha com almofadas de damasco.”
“ Por baixo da Torre (como lhe contara o
papá) ainda negrejava a masmorra feudal, meio atulhada, mas com restos de
correntes chumbadas aos pilares, e na abóbada a argola donde pendia o polé, e
no lajedo os buracos em que se escorava o potro. E, nessa surda e húmida cova,
ovençal, bufarinheiro, clérigos e mesmo burgueses de foro uivavam sob o açoite
ou no torniquete, até largarem, agonizado, o derradeiro morabitino. Ah! A
romântica torre, cantada tão meigamente ao luar pelo Videirinha, quantos
tormentos abafara!...”
“ E como o visconde aludia ao desejo, já nele
antigo, de admirara de perto a famosa Torre, mais velha que Portugal – ambos
desceram ao pomar. O visconde, com o guarda sol ao ombro, pasmou em silêncio
para a Torre; reconheceu (apesar de liberal) o prestígio que resulta de uma tão
alta linhagem como a dos Ramires…”
In A
Ilustre Casa de Ramires , Eça de Queiroz

Casa da Torre da Lagariça (Casa de Ramires)
“Dois mezes depois Amaro foi nomeado parocho
de Feirão, na Gralheira, na Serra da Beira-Alta. Esteve alli desde Outubro até
ao fim das neves”
“Feirão é uma parochia pobre de pastores e n’aquella época quasi
deshabitada. Amaro passou o tempo muito ocioso, ruminando o seu tédio à lareira,
ouvindo fora o Inverno bramir na serra.
In “
O Crime do Padre Amaro Scenas da Vida
Devota ”, Eça de Queiroz, 1901 (ortografia conforme original)

Aldeia abandonada em Covelinhas
“ Monte de Muro, notável montanha do distr. de
Lamego, abundantíssima em pastagens. Diz P. Fernandes Pereira que «os pastores
da serra da Estrella, vendo-se obrigados no Inverno a deixar o seu frio paiz, e
pelo lucro que tirão de dous partos que as ovelhas tem annualmente, emigrão com
os seus gados, uns para Montes de Muro e outras vizinhanças do Douro, outros
para o S. da Beira, Alemtejo, etc; e não havendo emigração, as ovelhas só parem
uma vez.»
In
“Diccionario Geographico, Portugal e Seus Domínios”, Paulo Perestrello da
Câmara, 1850 (ortografia conforme original)
Mais informações
Ponto de encontro: 28 de Janeiro,
10h30, em frente à Câmara Municipal de Resende
Contacte para saber
das possibilidades de oferecer ou “apanhar boleia” a partir de Vila do Conde ou
outros locais.
Levar piquenique para o almoço de sábado.
De
forma a garantir a sua participação, recomendamos vivamente a inscrição até ao
dia 18 de Janeiro.
Se quiser poderá optar por participar em
apenas um dos dias do programa.
Custos: contactar para mais informações; o
pagamento terá obrigatoriamente de ser efectuado até ao dia 21 de Janeiro
O
percurso será acompanhado por guia especializado.
A actividade realizar-se-á independentemente
das condições meteorológicas.
Para mais pormenores e inscrição contactar:
Ricardo – tm. 960003132
A não esquecer:
-
Calçado
robusto e confortável
-
Chapéu
de sol e protector solar
-
Vestuário
prático
-
Água e piquenique leve (Sábado)
-
Agasalhos
quentes
-
Mochila
pequena
-
Impermeável
em caso de chuva
-
Binóculos
e guias de campo
observações
gerais da organização
Apoios:
